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11 Março 2008


Manifesto pela boa-educação!

Existem coisas que vêm de gênese e outras que adquirimos ao longo dos anos – através das pessoas que convivemos, dos pais, da cidade, do ambiente... Enfim, aquilo que estudamos que o meio em que se vive influencia o indivíduo, o Determinismo explica isso, se não me engano.
Pois bem, numa primeira tentativa de incursão a uma nova cidade, observei e comprovei a capacidade de má educação que as pessoas podem ter. Só não sei se todas elas trouxeram isso desde sempre ou se foi o ambiente que as modificou.
Apenas no primeiro dia na nova cidade, depois de passar por quatro estabelecimentos e nesses quatro ser completamente mal atendida e desdenhada, beirando o deboche, eu já estava adquirindo um pouco de má educação também e uma vontade incrível de xingar todo mundo. Ao almoçar num restaurante, uma pessoa totalmente desconhecida sentou-se à minha mesa sem dizer nem “posso?” ou “tá sozinha?”. Quando pedi informação sobre ônibus, então? Meu Deus! Parecia ser um sacrilégio fazer isso, algo de inadmissível.
Minha mãe diria: “é a cidade grande minha filha”. Mas, puxa vida, educação é provinciano agora? Sim, era uma cidade relativamente grande, onde as pessoas andam tão correndo e abraçadas em suas bolsas, que parecem elas mesmas terem assaltado alguém; onde o sentimento de espreita tem que ser sempre maior que o de desfrute, e também onde as pessoas não parecem muito interessadas nas outras – isso até pode ser bom.
Ao fim da minha incursão constatei que definitivamente o meio já estava me influenciando, pois eu, rabugenta, já vinha pensando: "que droga ser uma pessoa educada!" Já ensaiava um viva a má educação, e dessa vez nada tinha a ver com Almodóvar!

Humpf ¬¬

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07 Fevereiro 2008


chororôs e quadros negros

Numa dessas viagens típicas de fuga do carnaval, deparei-me com uma lembrança que há tempos não me voltava a memória. Encontrei a senhora que foi minha professora de primeira série. Uma agradabilíssima pessoa, gentil e querida: a Tia Matilde.
Aliás, professoras de primeira série costumam carregar esse perfil - até mesmo porque para aturar os infantes de 6, 7 anos necessita-se de muita calma e gentileza mesmo.

Enfim, no reencontro lembrei-me que certa vez, e apenas esta vez, eu tive um surto de não querer ir ao colégio. Já dentro da sala, chorei, gritei, passei mal - todas essas ações que as crianças sabem fazer muito bem para não freqüentar as aulas. Pois comigo funcionou, e neste dia eu voltei pra casa. A mãe disse que deveria ter sido algum pesadelo, eu voltei e dormi toda manhã. Depois disso, tudo seguiu seu curso e eu continuei assistindo diariamente as lições do quadro negro.

Não me lembro de ter chorado nas classes verdes até o final do primeiro grau (no meu tempo era 1 grau, agora é fundamental). A partir daí algumas tantas vezes faltei, mas já não precisava chorar para isso, e sim, sair pelo portão dos fundos, pela rua mais vazia. Muitas armações de como matar aula - caminhava até a praça do outro colégio para as guerras de bexiguinhas d'água. Será que ainda vendem bexiguinhas hoje?

No segundo grau (ensino médio), a vida estava em freqüentar o colégio. Eu não fazia muita questão de faltar mesmo. Não veria meus amigos inseparáveis e também tinha que encontrar meu namoradinho. Sendo este, o causador do chororô dessa fase.
Em plena aula de matemática, eu lembro bem, eu chorava de soluçar, "mas o que houve???" perguntavam. Meu namorado tinha ficado com outra, isso era o fim! A professora me mandou descer e beber uma água para me acalmar. Dá para imaginar, uma adolescente de 14 anos chorando a morrer por isso? Se dá, essa era eu.

Passados os choros por não querer assistir aula e pelas conturbações sentimentais juvenis, toda essa lembrança tornou-se engraçada. Findado o período de faculdade, percebi que hoje, 16 anos depois da 1ª série, as lágrimas correm descaradamente por outro motivo. Agora não dá vergonha de chorar na frente dos colegas, agora não nos dizem para se acalmar que vai passar. As lágrimas agora são por querer voltar às salas, continuar por ali mais um tempo.
Isso é deveras antagônico, e embora eu não fosse acreditar, alguém deveria ter me dito lá nos meus 6 anos: “aproveita! depois tu vai gostar muito do quadro negro e das classes verdes. Aproveita bastante porque tu vai chorar querendo voltar, e imagina só, tu adulta e chorando!”.
É, eu acho que não ia acreditar mesmo, mas deviam ter me avisado.

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29 Dezembro 2007


Sim, sumi.

Últimos posts de 2007. Há tanto para escrever, que como diz o bom clichê: não sei por onde começar. O blog completou um ano e meio de vida. E eu até já pensei em imprimir todos esses textos e fazer algo como um diário para posteridade, ou uma pretensiosa mini-biografia.

Pois bem, talvez eu tenha que começar este texto justificando os dias e meses de ausência dos meus registros cibernéticos: a faculdade, a monografia, o stress, o documentário, as matérias investigativas, os memoriais e etc.
Hoje mais nada disso me preocupa, passou, acabou. Então: ACABOU, que merda!! Na verdade isso é bom, mas é também uma merda. (e o Word diz que a palavra merda não existe)
Desses últimos quatro anos, das muitas disciplinas, dos exames, dos projetos, das discussões, das fotos, de tudo isso, além do intelecto instigado, levo muito mais.
Levo medo, dúvidas e inseguranças por não saber o meu destino ideal, por não saber se fiz o máximo que podia e se valorizei as coisas tanto quanto deveria. Levo saudades de tudo e todos. Dos amigos mais próximos, dos colegas nem tão próximos, das figuras detestáveis, assim como as admiráveis sob qualquer circunstância.
Ok, tudo isso é absolutamente normal. Todo mundo sente saudades de seus dias de acadêmico, mas não só isso. As saudades que levo são das pessoas, do companheirismo, das piadas, das cervejas, das histórias e dos amores, e levo também um sorriso que não cabe, a felicidade emocionada de ter tido tudo isso.
Os compromissos e a rotina que foram, por vezes, aqui mesmo bradados e desgostados, chegaram ao fim. E eis aí a minha justificativa pelos tempos de sumiço. Sim, sumi, para viver tudo isso, para aproveitar tudo da minha melhor maneira.

Encerro com Fernando Pessoa, que como sempre, tem algo perfeito:

“Se algum dia me suceder que, com uma vida firmemente segura, possa livremente escrever e publicar, sei que terei saudades desta vida incerta em que mal escrevo e não publico. Terei saudade, não só porque essa vida frustre é passado e vida que não mais terei, mas porque há em cada espécie de vida uma qualidade própria e um prazer peculiar, e quando se passa para outra vida, ainda que melhor, esse prazer peculiar é menos feliz, essa qualidade própria é menos boa, deixam de existir, e há uma falta”

Hasta luego!

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02 Dezembro 2007


Terapia musical

Nenhum momento passa aquém de uma música. E daqui um tempo quando ouvir algumas canções, certamente, elas me remeterão aos últimos momentos.
No meu presente, nada seria se não fosse Los Hermanos, e a eles dediquei um agradecimento na mono (vá que um dia o Marcelo Camelo se interesse por trabalhos de Cinema:)
Dos quatro discos da banda vieram um tanto de inspiração para escrever, e mais um tanto de alegria para ouvir calmamente nos meus refúgios do mundo. Uma terapia para todo o stress dos últimos dias, e achei que eu nunca chegaria a tamanho teor.
Entretanto, a terapia musical nem sempre funciona. Deve haver uma dosagem correta, senão beira o efeito reverso. A mim, Los Hermanos também gera sérias tendências à melancolia. Se for demais, tem algo de bonito que entristece.
É romantismo demais para ouvir e não exercitar.

E hoje eu quero lhe falar.


Tá Bom


Senta aqui que hoje eu quero te falar
Não tem mistério, não
É só teu coração
Que não te deixa amar
Você precisa reagir
Não se entregar assim
Como quem nada quer
Não há mulher, irmão, que goste desta vida
Ela não quer viver as coisas por você
Me diz, cadê você ai?
E ai, não há sequer um par pra dividir

Senta aqui, espera que eu não terminei
Pra onde é que você foi
Que eu não te vejo mais?
Não há ninguém capaz
De ser isso que você quer
Vencer a luta vã
E ser o campeão
Pois se é no "não" que se descobre de verdade
O que te sobra além das coisas casuais
Me diz se assim está em paz?
Achando que sofrer é amar demais.

Los Hermanos (Ventura)

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18 Novembro 2007


Ainda sobre música, televisão, e desta vez: Formatura.


Então, tudo começa com a afirmação que toda a história de formatura agrega várias breguisses, e todo mundo passa por isso.

Entre tais, fotos de toga, chapéu, canudo, homenagens a varias pessoas que não merecem, e também escolher uma música que te represente.
Ela vai tocar quando, lá na hora da colação, eu levantar, e de tão nervosa que estarei não vou nem ouvir. E na verdade ela pouco importa aos que estão assistindo. Mas enfim, a gente precisa escolher algo para tocar quando sairmos pulando e gritando descontroladamente.
Eu já sabia desde tempos DE QUEM seria a música.
Não sabia ainda QUAL seria.
No decorrer do ano, achei que escolheria aquela ou a outra, ou quem sabe... “mas tem aquela tão legal”...

Então, escolhida a canção, cabia avisar aos demais colegas para que ninguém escolhesse a mesma (mesmo eu achando que ninguém usaria), cabia enviar a comissão de formatura e esperar para ver se passaria pela censura franciscana.

Lá lá lá, que beleza, musica escolhida, e pápápá.
Até que um dia eu nas minhas audições a televisão... Tãn tãn tãn!!!!

Escuto que algum FDP escolheu a MINHA música de formatura para colocar de trilha sonora numa droga de minissérie-série-novela-programa ou diabo a quatro da Globo!

Nãããão!
Daí quando tocar minha música, alguém vai dizer: olha essa é a música daquele personagem, daquele programa, daquele canal! Não sabe? Aquele!!

Definitivamente, músicas boas não podem tocar na TV!
Retifico o meu post anterior.

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14 Novembro 2007


Hei mãe, quero ser DJ de televisão!



Umaelisa, a obcecada por trilhas sonoras, ataca novamente. E acreditem dessa vez, o mote é a famigerada televisão. Que apesar de nos apresentar tanta bobagem, tem muita trilha sonora também.
Para iniciar o post eu preciso fazer uma contextualização geográfica do meu quarto, espaço que tenho passado quase todas as horas do meu dia, sentada nesta mesma cadeira, escrevendo neste mesmo teclado.
Então, aqui onde estou, fico de costas para televisão, da qual também fico de costas quando estou na cama - não tem muita lógica a organização arquitetônica do meu quarto. Continuando, como fico de costas para a TV, ela funciona para mim praticamente como rádio, pois na maioria das vezes eu só escuto.

Pois bem, nas minhas audições à programação da TV aberta, há um tempo eu já vinha constatando a inserção de várias músicas legais como trilha, por vezes em coisas interessantes, mas na maioria em coisas super bizarras.

Por exemplo, no Fantástico, eu já tinha ouvido em algumas matérias dramáticas a trilha sonora do Réquiem por um Sonho, até aí tudo bem. Mais atualmente eu reparei que também no Fantástico tem um quadro sobre testes do Inmetro, e nele sempre toca Vive la Fête – não faz o menor sentido, mas toca.
Na mesma edição do programa havia uma matéria sobre a evolução das roupas intimas, e nela a trilha sonora era Conga la Conga da Gretchen! – por favor, mau gosto completo!!

No último domingo, para minha surpresa, no enfadonho programa Tele Domingo, havia uma matéria com trilha de Gotan Project – me apavorei, impressionei, emocionei!!!

Com tais constatações, eu fiquei me perguntando quem exerce a função de escolher trilhas na TV. Nos jornais são os editores. Mas nas novelas, minisséries e programetes, que geralmente possuem as trilhas mais sofríveis, quem faz?

Imaginei que eu adoraria trabalhar com isso, faria trilhas altamente revolucionárias!
Já pensou Feist sendo a nova música romântica do casal da novela das 8?
Ou quem sabe Beatles animando baladas iê-iê-iê by Malhação?

Ia ser um sucessooooooo! Ah se ia!

Esperem só eles me contratarem! ;P

Claro, que desagregando toda hipótese de uma música ser veiculada como intuitos comerciais. (imagina, esse é um aspecto tão irrelevante)


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26 Outubro 2007


O que somos para nós e o que somos para os outros



Então, o que somos para nós e o que somos para os outros costuma ser uma questão paradoxal. Só que na maioria das vezes afirmamos isso, sem que de fato se comprove empiricamente tal suposição.
Mas a mim surgiu a questão numa dessas conversas de madrugada-pós-festa, normalmente ocorridas aí por 4 da manhã, quando já nos encontramos aptos a ter conversas profundas e discutir sobre o mundo, a vida e blábláblá.
Então foi assim: - tu vê, tu é menos meiga do que parece, mas merece mais carinho do que tem. - Ah é? Pareço assim? Que coisa.

No outro dia, encafifada com tais descrições acerca de minha pessoa, resolvi explanar com outrem.. - Fulana! Fulano me disse que sou menos meiga do que pareço, mas mereço mais carinho.. blábláblá
- É verdade. Porque assim... tu parece meio mosca morta, dessas que não abrem a boca sabe? Mas nem sempre é.

Eu? Mosca? MORTA?
Aí se configurou, ainda mais, a questão paradoxal sobre “o parecer a mim e o parecer aos outros”. Porque eu não acho que pareça uma mosca, e nem morta, e muito menos que não abra a boca - isso não implica que eu seja uma boca-aberta também.
Da tal conversa etílico-profunda de uma madrugada dessas, vi o quanto essa história de parecer uma coisa e ser outra é um saco.
Pouco me interessa parecer mosca morta, tampouco uma meiga viva.

E eis aqui meu post-manifesto!!

*A foto não é de uma mosca, e sim de uma abelha. mas como insetos são asquerosos de qualquer maneira, aí está ela ilustrando meu post desgostoso. Foto by Estela Fonseca


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23 Outubro 2007


Can you be Sexy?

Revistas femininas são bem engraçadas. Nem todas, mas aquelas que se intitulam para mulheres maduras (mais de 30), com independência financeira, muitas roupas caríssimas e com vida sexual incansavelmente agitada. Na verdade nem sei se essas mulheres existem de fato. Mas para elas revistas como Nova, Elle, Criativa, dentre outras, se destinam.

Apesar de estar longe de ser essa mulher acima descrita eu acho bem interessante ler essas revistas. Tirando algumas manchetes ridículas da capa, há alguma leitura aproveitável dentro, ou não, às vezes só há editoriais legais mesmo.
Mas enfim, na Elle de agosto passado, na capa havia a seguinte manchete: Enquete em Hollywood – Os maiores sedutores do cinema dizem o que é sexy hoje.

Folheando a revista encontrei a matéria da capa, e me atentei a ler, pois havia depoimentos de Quentin Tarantino, Jack Nicholson e John Travolta, figuras bem interessantes na minha opinião. Também havia depoimentos de Beyoncé e Pamela Anderson (blergh), para definir o que seria sexy na contemporaneidade. Como eu sou uma desocupada e não tenho mais nada para ler, parei naquelas páginas.

Diziam: SEXY HOJE É...

Tarantino – “O fascínio da inteligência é sexy. A elegância natural é sexy e a fabricada é a antítese da sedução: apaga qualquer fantasia”
Travolta – “Eu sempre gostei de salto alto nas mulheres, mas na pele de uma, descobri que eles são insuportáveis. Agora, acho mais sexy as sapatilhas”
Nicholson – “Acho muito sexy óculos escuros porque você pode olhar quem quiser e não ser descoberto em sua curiosidade. Sim, acho que a curiosidade é sexy”
Beyoncé - “Sexy é comer uma fruta fresca, fazer compras em um dia feliz, encontrar meu homem longe dos flashes” (meu homem? É uma cantora de hip hop mesmo)
Pamela Anderson – “A paixão é sexy, mas o carinho é ainda mais. Sapatos são sexy, assim como viajar para o Caribe” (sapatos, caribe.. boa analogia o.O)

Para mim é uma novidade definir isso. Até porque eu acredito que os meus conceitos estão meio aquém do padrão, e portanto não havia parado para pensar no que será que o resto considera.
Mas, aproveitando o momento fútil de leitura mais ainda, fingi que sou uma personalidade importante do cinema (já que como gostosona tá difícil), e brinquei de escrever a minha singela opinião sobre a pergunta.

UmaElisa - “Cheiro de café novo é sexy, magrelos junkies são sexy, um bom abraço é sexy, cabelos completamente desajeitados são sexy, boas conversas são sexy e por fim, ouvir Rolling Stones é sexy.”

Então, agora já tenho resposta. E se em breve eu virar uma personalidade de Hollywood já sei o que responder! hahahaha! :)))

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22 Outubro 2007


É possível ser feliz sozinho?

Há um tempo eu escrevia este post:
Domingo, 8 de Abril de 2007

Apresentação de novo namorado:
Minha vó trouxe hoje seu novo namorado para nos apresentar.
Ele veio fazer uma visita antes de eles saírem para um baile.
Entro eu na sala, e aprecio uma cena peculiar.
Minha vó e meu novo vô sentadinhos juntos num sofá de dois lugares.
No outro sofá, grande, minha mãe deitada com os pés pra cima, escutando meu Mp3, algo que girava entre Smashing Pumpkins e Vive la Fête.
O mundo está moderno demais.


Pois então... minha vó e Tom Jobim dizem a mesma coisa.

Nos últimos tempos voltar em casa me traz uma nostalgia que antes eu não sentia. Na verdade uma nostalgia meio melancólica, e não sei o porquê. A bem da verdade, eu não faço tal ação com o gosto que deveria.
Mas há os elogios, as perguntas descabidas e os ingênuos conselhos que só recebemos em casa.
Almoço de domingo, minha vó a qual citei aí em outro post, diz:
- É, Elisa, agora vocês terminam os estudos e já podem até casar né?
- Ah é..
- É porque todo mundo precisa de uma companhia né. Ninguém fica sozinho.

Minha vó do alto dos seus conhecimentos milenares e de seus 71 anos, seguiu discursando acerca do assunto. Eu confesso que não me atentei muito.
O namorado da minha vó tem 78 anos. Eles formam um casal bem engraçadinho, de avós velhinhos e faceiros. Passam o dia juntos, conversam e riem muito na companhia do outro.

Na hora de ele ir embora, ela foi sorrateiramente e colocou 3 tijolinhos (mariolas, sei lá, na minha infância era tijolinho) e colocou na mala dele.
Veio de lá rindo que nem criança e disse pra mim:
- Ele adora doces, coloquei na mala, e ele só vai ver quando chegar em casa.

Havia um sorriso e uma felicidade que eu, e tanta gente, no auge da juventude, hormônios, corpos enxutos e tudo mais, desconhecemos.

Algo que a geração que pensa que é possível ser feliz sozinha estupidamente ignora.

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15 Outubro 2007


Bored


A vida tinha voltado a ter trilha sonora.
Voltou a fazer dias quase friozinhos.
O período da dieta merecia uma trégua.
O pânico do cabelo novo também já havia amenizado-se.
Já faltava menos da metade das coisas a serem feitas, de 40 faltavam 15.
Tema do documentário tinha se acertado.
Alguns sorrisos estampavam-se no rosto.
Alguns abraços eram verdadeiros.
Algumas festas eram merecidas.

Mas a tendência à reclusão voltava a atormentar.

Sempre faltava alguma coisa.

Tudo voltando ao normal no banal mundo de UmaElisa.

Jesus, Etc - Wilco

(o youtube não me ajuda a postar vídeo aqui, então vai o link, música fofíssima)


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24 Setembro 2007


A odisséia de uma insone.



Malditos tempos modernos em que inventaram doenças mais modernas ainda. Garanto que meus avós não sofriam de insônia. Ademais, se sofressem, iriam dizer que era falta de "laço" ou de trabalho para fazer.
Os hábitos prazerosos noturnos me agradam por demais, mas a vida de morcega ou coruja de não dormir de noite apenas por não dormir, não me agrada nem um tanto. Insônia é uma droga que me perturba seguidamente - aliás, escrevi outro post acerca disso outrora.

O problema-mor é o seguinte: a insônia não me deixa dormir e me deixa irritada.
Enquanto não durmo, e me viro pra lá e pra cá, fico pensando nas muitas coisas que tenho que fazer depois que dormir e acordar - além do mais, a insônia só vem acompanhada de alguns problemas, ela nunca aparece de bom grado. Enfim.. daí eu fico pensando nas milhares de coisas a fazer no outro dia: escrever, estudar pra prova, ler mais um pouco, emagrecer, blábláblá e etc.
Daí no outro dia, eu to caindo de sono, porque não dormi a noite, e então não faço nada daquilo que fiquei imaginando fazer. fucking loser!

Essa vida de morcego definitivamente não é nada fácil e definitivamente no me gusta. Além disso, nem tenho interesse por esses bichos peçonhentos.
Nem pelo Batman nunca me interessei, quando muito na mulher-gato, porque a Michelle Pfeiffer era bonitona e super sensual, e daí quando eu era pequena (menor que agora), eu pensava que ser uma mulher gato seria extremamente emocionante para mim.

OK, o post sobre insônia tornou-se algo acerca do reino animal, morcegos, corujas, gatos.. não era esse o propósito, mas enfim, isto é a cabeça fraca duma alma insone.


zZZZZzz

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23 Setembro 2007


Come into my world..

UmaElisa segue cantarolando músicas felizes de Regina Spektor - que acompanham perfeitamente os últimos dias legais que ela teve.

Entretanto, a foto que acompanha o "post feliz" é sinistra, escura e cabulosa, mas achei interessante pela alusão a capa de um filme - Irreversível. Não que meus últimos dias combinem com o filme e nem que a escuridão combine com o momento. Aliás querer parecer com o filme seria um traço maníaco aterrorizante de minha parte. A semelhança-mor aqui é que o Gasômetro possui alguns corredores de aspecto aterrorizante também. Infelizmente o que não remete à semelhança nenhuma é a exeburante Monica Bellucci com UmaElisa, neste ponto eu até gostaria, mas enfim.

Volto em breve, quando estiver disposta a escrever coisas mais interessantes aos meus imaginários leitores.
:*


Come in..come into my world
I've got to show show show you
Come into my bed
I've got to know know know you..

Hotel Song - Regina Spektor


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16 Setembro 2007


Desacompanhada

desconcentrada
desvinculada
desalinhada
despreocupada

desinteressante
desconcertante
desatino
desengano

desamor
descaso

desilusão
desapreço
desencanto.


Todos os des borbulhando.
Não obstante, quase tudo sem o prefixo e ao mesmo tempo.


In Another Town - Regina Spektor

(volto em breve)

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11 Setembro 2007


Domingo:

café queimando e ar condicionado congelando.

pilha de livros aumentando,
e acumulo de carboidratos não queimando.
monografia estacionando.
puta merda! nada de ficar sonhando
e nem se lamentando.

vagabundas rimas de gerúndio me atentando
e a tendência à reclusão só aumentando.

me pergunte o que fiz hoje e respondo-lhe isso.
não que eu quisesse isso, não que eu não quisesse tantas outras coisas.
mas outros verbos não têm-se conjugado frequentemente,
nem com gerúndio, nem de maneira mais correta.

Sunday Morning - Velvet Underground

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Oh my! It's me!!

10 Setembro 2007



Identificação I:


Identificação II:



Identificação III:

Identificação IV:



Achei tiras que parecem serem feitas para mim.
Quanta emoção!!!

Site das tiras ótimas ³³³³ : http://www.vidabesta.com/



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02 Setembro 2007


Dias sem (a minha) trilha sonora.



Sim, a minha vida possui trilha sonora. Ora pois, que clichê. Mas se há uma coisa a qual eu sempre reparo são as músicas que estão tocando. Há vários dias o fone do meu Mp3 estragou (DENOVO³³³) e então eu - infelizmente - ando sem a minha trilha sonora portátil.

Não sei se só eu reparo, mas alguém já notou como as músicas que tocam em locais públicos, tipo supermercados e grandes lojas, são irritantes? No último dia que fui ao Nacional estava tocando o maldito Kid Abelha em versão espanhol. O que sem dúvida já é ruim, tocava numa versão pior ainda!! O resto das pessoas que faziam compras acho que nem estavam ouvindo nada, seguiam enchendo seus carrinhos.
Às vezes toca Michael Jackson e até Madonna, eu me pergunto que diabos de critério será que tem o "DJ" do Nacional? Na Renner também toca músicas chatas, mas não chegam a incomodar muito, são músicas ambiente, tipo consultório médico. Quase dá para abstrair, salvo um dia que ouvi Nouvelle Vague, fiquei a pensar se o DJ da Renner é mais "moderninho" ou se Nouvelle Vague é música de consultório.

Imagino que devo ser uma das poucas pessoas que presta atenção nisso. Mas é o que eu sempre digo, a vida tem trilha sonora! A minha é um tanto seleta, e ao mesmo tempo um outro tanto banal. Enquanto não tenho ouvido a pequena mostra que carrego sempre na bolsa, fico assim a prestar atenção na trilha sonora escolhida pelos outros.

Mas tudo isso só porque meu fone está estragado e minha preguiça impede que eu suba a Andradas para chegar até os camelôs. Talvez essa semana eu vá ali. Mas sabe como é.. a subida é tão grande, os camelôs são tantos e blábláblá.


* A montagem demorou horas-luz a mais para ser feita do que o texto ¬¬


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27 Agosto 2007


Blow-up - agonia de silêncio.




Mas o que há de agoniante no filme? Nada, ou então muita coisa - alguns podem responder. A mim me agonia a dissonância existente no filme de Antonioni com os filmes atuais. Há uma outra atmosfera, outra fórmula, outro sentimento, enfim, outro cinema.
Inquestionavelmente uma fantástica fórmula visual. Figurino ótimo, fotografia - que redundante - ótima, e claro mulheres - apesar magérrimas demais - lindas. O filme inteiro possui um conteúdo imagético indiscutível. David Hemmings, no filme como o fotógrafo Thomas, também está muito bem.
Mas dentro do roteiro - que é irrelevante discorrer sobre, visto que todo mundo já deve ao menos ter ouvido falar -, a agonia que me afeta não está no desenrolar deste, nem no crime, nem nas fotos, nem na magreza das modelos, e sim no silêncio.

A narrativa silenciosa me angustia!

Há quase que uma completa ausência de trilha durante o filme, fator característico de Antonioni - visto que ele não possuía afeição por trilhas sonoras abundantes. E aí está a outra fórmula e outro sentimento os quais falava acima.
Os filmes hoje são quase que completamente preenchidos de trilhas, muitas vezes estas mesmo comandam a narrativa, fazendo com que o suspense, o romance ou o drama sejam criados por tal.
Quando me deparo com uma obra muito mais visual e reflexiva do que sonora, aí vem a agonia.
Tudo bem, a The YardBirds, tem sua participação, que resultou no Grand Pix de Cannes no ano de lançamento do filme. Mas eles tocam durante um show de rock, e não como uma invisível trilha sonora.

O artefato da trilha aparece hoje de maneira a auxiliar o transcorrer das narrativas dos filmes. E é difícil lembrar-me de algum filme atual que não possua a trilha como um grande elemento cinematográfico - agregado aos outros, tempo, fotografia, montagem, etc.
Muito pelo contrário, ás vezes é fácil lembrar muito mais das trilhas que da própria qualidade do filme.
Afetando a minha agonia com filmes silenciosos, e contrapondo com a atenção que dou ao elemento trilha, Blow Up entretanto preenche sem dúvida a lista de filmes da minha estante.
Meu interesse por trilhas sonoras é evidente, mas revendo essa produção-ícone de Antonioni, penso se ele realmente não estava certo, quando afirmava que trilhas muitas vezes são somente uma maneira de remediar narrativas problemáticas.


Título Original: Blow-Up
Gênero: Suspense
Origem/Ano: ING-ITA/1966
Duração: 114 min
Direção: Michelangelo Antonioni - falecido há quase um mês (30/07/2007)

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10 Agosto 2007


O medo das não-respostas.


Dizem por aí que algo realmente difícil de conviver é a indiferença.
Eu não sei, dentro de minha LONGA vida, ainda não descobri se indiferença é o pior dos sentimentos. Contudo, tenho muito medo das não-respostas. Sabe aquele silencio no ar de quando tu pergunta/fala/reclama e as demais pessoas receptoras não reagem?
Aqueles episódios do tipo quando tu diz "ai que saudade", e a pessoa dá um risinho da metade da boca sem mostrar a dentadura. Quando se diz: "ahhh que filme ótimo", e o outrem menciona um leve balançar da cabeça e nada mais. Ai que medo disso.

Comprovando este meu medo das não-respostas está ainda aliado o fato da desnaturada questão da gordura. Sim, mulher pertence a uma raça distinta que sofre demasiadamente com tamanha mudança que 2 kg podem causar em sua digna silhueta. Mudanças essas capazes de gritos, choros e cabelos arrancados – nada que uma sessão de beleza não resolva isso depois, é claro. Pois bem, o medo das não-respostas associado com o pânico triplicado da gordura é capaz de deixar qualquer cidadã em crise – no melhor estilo Mulheres Alteradas da ótima Maitena. (E não venha dizer que não se importa, pois então será uma mulher mentirosa – e uma mulher gorda, louca e mentirosa, convenhamos, merece ir direto para um hospício "a la novela da Globo" com vilões perigosos, pijamas horríveis e ainda calmantes incríveis - sem a opção de misturar com álcool).

A não-resposta pode vir associada a diversas ações: coçar a cabeça, arrumar-se na cadeira, uma tragada no cigarro, um gole na cerveja, entre outros. Pois bem, como discorria acerca deste pânico hoje em dia o maior terrorismo que pode desestabilizar a vaidade feminina é algo do tipo: “ai como preciso fazer regime”... E a infeliz pessoa escolhida para tal reclame não-responde da seguinte maneira: muda os olhos de direção, olha para as unhas (se for mulher), cantarola, assobia, qualquer destas ações que é típica das não-repostas.

Tá, isso não chega a ser indiferença acredito eu, até porque eu mesma sou uma praticante das não-respostas. Pode ser apenas uma leve desconsideração com tamanho drama e desnecessária futilidade. Imagina mulher fazendo drama, que injúria.

“Cortei meu cabelo viu?” – silêncio
“Ai como eu queria sair ao invés de olhar TV em casa” – silêncio
“Tu come rúcula com tomate seco e chester com abacaxi né?” – silêncio

Não interessa o “causo” o qual ocorre as não-respostas, mas esses infelizes silêncios, ás vezes somente acompanhados por algumas onomatopéias ou suspiros, acontecem muito seguidamente seja entre as mais banais ou profundas conversas. Enfim, tal ação denominada - por esta tão criativa e paranóica criatura que vos fala - como NÃO-RESPOSTAS perturbam deliberadamente qualquer pessoa!!– ou seria só eu?



* acho essa boneca da capa com definitivas semelhanças com alguém.

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05 Agosto 2007


Miopia não remediada.

Precisava achar algo para escrever por aqui.
Quase sempre escrevo acerca do infra-ordinário. Aquilo do mundo que é banal ao simples olhar, mas que eu gosto de atentar-me mais. Essas coisas simples que acontecem todos os dias, e que os mais atentos, ou mais paranóicos gostam de observar.
Nesses dias que não ando escrevendo por aqui, tirando a preguiça sempre inerente a este corpo, até venho buscando algo para explanar, divagar, conjecturar e etc - como sempre faço. Mas eis que não acho nada para escrever.

Não obstante, nem tudo é tédio e melancolia, eu poderia escrever sobre várias coisas, sobre todos acontecimentos mais ou menos que, mais vezes do que menos, têm ocorrido comigo. Mas nada tem aguçado de fato a minha curiosidade ou admiração. Nada ordinário e nem infra-ordinário.

Talvez sejam os dias nublados que andaram fazendo essa última semana, nebulou minhas ‘vistas’. Talvez sejam meus 1,5 de miopia, mas acredito que não. Mesmo contrariada até ando usando os meus óculos, que neste âmbito de nada tem ajudado - só servem mesmo para deixar-me com cara de intelectualóide... e laiá laiá.

Rebellion – The Arcade Fire


Every time you close your eyes – Lies! Lies!


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24 Julho 2007


Insuportavelmente de mal com a vida - nem ela se aguenta.

como ela queria ser mais alta. mais magra. mais esperta. mais bonita. mais legal. ter a Zara inteira no seu guarda-roupa. ter a Cultura inteira na sua biblioteca. ter 5 anos a menos. ter ex-namorados úteis caso ela quisesse voltar. ter os pés menores e as mãos maiores - iguais as da Julia Roberts. ter uma vitrola e muitos vinis. ou pelo menos um mp3 com fones que não estragassem tanto. ter um cabelo de fato vermelho - quanto dinheiro ela economizaria. ter uma máquina de expresso - quanto dinheiro economizaria [2]. ter uma monografia pronta – quanto tempo para a boemia. ter o Brian Molko cantando na sua formatura – quanto dinheiro ela gastaria! ter menos sono – quanto tempo sobraria!! ser menos dramática - que normal ela seria!
umaelisa tá louca.

*emoticon que bate a cabeça no teclado e salta olho e braço pra tudo que é lado*

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- A opção é samba-rock


- Mas vocês não querem ir num lugar que seja só rock, sem o samba?
- Hum, não.

Assim iniciou umas das minhas noites por lá.
Pré-conceitos deixados de lado, UmaElisa saiu, acompanhada de pessoas novas dentre seus relacionamentos. Como diz um amigo, por aqui ela anda sempre com uma turma de amigos ao redor. Algo parecido com staff, nunca sozinha, sempre com seguranças.

Pois o lado bom de sair em lugares desconhecidos com pessoas desconhecidas é isso, estava eu lá, sozinha. Com uma turma pertencente ao legítimo estilo "mulher solteira procura".
Isso é deveras inusitado, não que eu não seja uma mulher, sim solteira, e sim à procura. Mas o divertido, é que normalmente eu não saio vendo as coisas sob esta óptica.

Chegamos na frente e olhamos como tava o movimento, quem tava tocando e tal. Constatei: realmente, não tocava rock, na portaria: comanda, e o local era habitado por umas pessoas esquisitas (quer dizer, super normais).
Entramos, e lá dentro tocava "de tanto levar frechada do seu olhar, meu peito até parece sabe o que?" Ok, pensei: Não toca rock, mas estava tocando Elis, Polar a 4 'pilas', tá ótimo.

E de fato foi uma ótima noite. Não tocou Placebo, Strokes, YYY's, T.Rex, nada de que eu gostaria de ouvir para dançar. Mas tudo bem, eu não queria dançar, as pessoas ao redor já dançavam demasiadamente.
Lá pelo final, quanto tudo já estava meio turvo diante de meus olhos ouvi tocar Stones.
- Gosta de Stones?
- Sim!! Enfim toca algo que não seja samba-rock/funk/soul/black!!
Blablablablabla.. alguma conversa parecida com as do meu cotidiano.

Não sei muito bem que hora acabou a noite. Só sei que da onde estávamos, o taxista cobrou 5 pila até Azenha com Ipiranga.

Lições do dia:
- não ser tão preconceituosa com estilos musicais.
- mulheres solteiras à procura realmente acham.
- vodka com Polar tende a sérias dores de cabeça no outro dia.


:*

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23 Julho 2007


eu juro que queria ter mais tempo para escrever por aqui.
queria muito mais tempo. mas não tenho. :~~
post com fim de dizer apenas: estou viva.

volto bem em breve.

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16 Julho 2007


SMVC - Encerramento (parte I)



Bem, nem tive tempo de escrever sobre os demais dias do Festival e ele já acabou.
Cerimônia bonita, Theatro lotado, convidados, homenageados, todas figurinhas carimbadas de sempre, tudo como deveria ser. Noite de premiação.. bem longe de haver um tapete vermelho e famosos desfilando, mas noite de premiação é "a noite".

Santa Maria Vídeo e Cinema ainda carece de holofotes, mas nada se difere do famigerado Oscar: há os favoritos, e são os favoritos que ganham.
Dentre 17 prêmios, incluindo 3 Menções Honrosas, a premiação local foi completamente esperada - e sim, também merecida.
A competição dos 11 curtas de Santa Maria e região resumiu-se basicamente na seguinte premiação:
Herança - Documentário - Carolina Berger: 7 prêmios
A Farsa Seca - Ficção - Fabricio Kolltermann: 5 prêmios
9:17 - Animação - Thiago Krening: 2 prêmios
Houve ainda duas socializações, troféu Júri Popular: A Farsa Seca e Oi, tudo bom?; e prêmio Direção: Fabricio Koltermann e Carolina Berger.

O mais esperado, Melhor Curta, saiu também para Herança – o que já era bem esperado.
O prêmio de 2 mil reais como incentivo, destinou-se à uma produção que foi executada com uma verba de 16 mil reais, também obtida através de incentivo. Os demais curtas que não custaram nem 10% disso, não levaram nada. Faz sentido (ou não?).

Sem muitas novidades nos troféus da Mostra Local, partiu-se para a Nacional. Para os 27 curtas exibidos foram destinados 18 prêmios.
Porém quase que somente prêmios fantasmas existiram. A Mostra Nacional ainda enfrenta uma quase que total ausência de seus realizadores. É uma pena, sentida por todos que participam do festival ou que estavam lá só assistindo mesmo. Prêmios sem representantes, sem emoção, sem discursos, mesmo que furados.

O prêmio-mor de Melhor Curta Nacional foi para:
O jumento santo e a cidade que acabou antes de começar - William Paiva e Leonardo Domingues - de Olinda - Pernambuco.

Tudo bem, Olinda é longe, mas nem realizadores de Porto Alegre não estavam presentes. Displicência, descaso?

E por fim, o Santa Maria Vídeo e Cinema encerrou-se.

Por minha parte digo sem delongas, que triste.

Até o próximo ano ;)

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10 Julho 2007





Então, iniciou o Festival.

Que maldade do tempo com os cinéfilos. Uma noite fria de renguiar cuscos, e olha que haviam alguns por lá, coitados. Mas apesar dos poucos graus - 12°c - e da neblina nada agradável, tudo iniciou como deveria.
O Theatro lotado, a praça com um bom número de pessoas. Discursos, discursos.. Cassol, o homenageado desta edição Geraldo Moraes, entre outros.
O casal chique-engraçado inicia a apresentação da noite com produções locais.. Entre tais, produções de conhecidos, amigos, colegas e também dessa que aqui vos fala.

Credo! Que nervoso que deu. Não entendo bem o por quê do nervoso. Eu nem tava atuando. Muita gente nem viu meu nome na telona. Há quem ache que eu nem fiz nada - pelo sumiço dos créditos que me cabiam.

Mas enfim, o curta, que apesar de ser um ínfimo trabalho perto de produções de veteranos, de produções com incentivo, perto de produções dignas como a de Carolina Berger (Herança), também teve sua vez no Festival.

Nem tudo são flores, mas também nem tudo é espinho.

Rumo ao 2° dia. Entre tantas atividades como: as oficinas, a Mostra Cinema pelo Mundo na Cesma, a Mostra Infantil no SM Shopping, debate e exibição do Roda Cine na Praça, inicia também, amanhã a noite, a Mostra Nacional.

Estarei lá, até!

O Curta:
O que os olhos não vêem - de Fernanda Couto

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09 Julho 2007


6° SMVC

Começa hoje o Santa Maria Vídeo e Cinema. Para mim um dos poucos motivos que faz Santa Maria ser uma cidade ligeiramente legal de morar. Bem, pelo menos em julho ela é.
Cinema para todos é o tema desse ano. Coincidentemente na semana que antecedeu o festival, as salas de cinema da cidade fecharam de vez. A cidade cultura, quem diria, não possui mais salas com filmes em cartaz - filmes carimbados, padronizados e de imposição dos distribuidores.

Pode ser uma ignorância da minha parte, mas por um lado eu acho isso infinitamente bom. Pode ser que com isso, todo mundo – moradores e “autoridades” - volte um pouco de suas atenções ao Festival, que é uma baita organização com muito mais diversidade - e qualidade - a oferecer que um simples clichê campeão de bilheteria. Tudo bem há quem queira ver Homem Aranha, mas a mim não afeta nem um pouco ele ter ficado tanto tempo em cartaz.

As salas fecharam por puro prejuízo, dívidas homéricas. Talvez porque os filmes que vinham pra cá eram desinteressantes/banais demais, talvez porque era caro pagar por uma projeção ruim com áudio ainda pior, talvez o público tenha percebido que há outras possibilidades. Eu gostaria que fosse essa terceira hipótese.

Pois bem, durante toda essa semana, de segunda a sábado, a 6ª edição do Festival apresentará 38 produções, 27 nacionais e 11 locais, incluindo animação, documentário, videoclipe e ficção - tudo isso gratuitamente, nas cadeiras na Praça Saldanha Marinho e também no aconchego do Theatro Treze de Maio, a partir das 20hr.

Bem.. como dá pra ver, eu sou uma fã incondicional do Festival, então nos vemos lá - nas cadeiras da Praça, pois acho bem melhor assistir do lado de fora do que nas cadeirinhas fofas do Theatro.

:)

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01 Julho 2007


Sábado, 9º C em Santa Maria.

É tava bem frio. Mas não só pelo frio ela passou toda noite com as mãos nos bolsos. Não sabia se as coisas podiam melhorar ou então piorar ainda mais. Apesar de tantos rostos conhecidos e as mesmas conversas vazias de sempre, tudo parecia deveras bizarro - mais que o normal. Ou então era o senso crítico dela que tava aguçado demais pela falta de álcool no corpo.

Queria ser transparente, invisível, mais uma de tantas nuvens de fumaça que ali tinha. Não era muito difícil, o breu e a sua desimportante aparência contribuíam. Aos outros parecia uma sombria criatura de mal com o mundo - até podia ser, mas não só isso.
Ao mesmo tempo que queria ter ficado em casa no quente da cama, também queria ter saído e ter esquentado-se por lá. Devia ter ficado no quentinho de casa.

Mas ela nunca faz as escolhas certas.

Ainda não entendo o porquê.
:(

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26 Junho 2007


Espectro efêmero de umaelisa.


O Império do Efêmero*

*Não, não estou lendo o livro homônimo do Lipovetsky, outrora já li um pedaço dele, mas agora não.

Império: comando; força.
Efêmero: transitório; de pouca vida; passageiro; que acaba logo.

Simples assim. Império do Efêmero. O fato de todas coisas hoje serem assim basicamente (ou complicadamente) efêmeras. O fato de toda movimentação, ação, vivência ser/estar assim tão impetuosa e fugaz.
Fico cá elucubrando e isso me intriga.
Porém como criticar a efemeridade das coisas, quando já se está agregado à ela?
É algo a pensar e não entender, como tanta coisa por aí a fora.
É, pensarei mais sobre isso depois, se já não tiver escolhido algo melhor.

- A propósito, Lipovetsky lançou outro livro, A Sociedade da Decepção, queria ter mais tempo, dinheiro e mais obstinação para ler este também.
(Lipovetsky, Gilles. A Sociedade da Decepção).

- Ah! Em tempo de dizer outra coisa: o novo disco ao vivo do Yann Tiersen (On Tour) é mesmo muito bom, achei que poderia ser propaganda demasiada das revistas de música - pois não é.

Enquanto penso nesse monte de teoria fajuta, pelo menos escuto uma música boa. Oh céus - Última semana do semestre.. Tks God!

Le Terrasse - Yann Tiersen


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21 Junho 2007


O caso das boquinhas e das estrelinhas.

Há uma coisa chamada Marketing Viral. Tem uma explicação lógica, sensata e objetiva a respeito. Mas em tempos de emails, Youtube, MSN, Orkut, acho que todo mundo sabe o que é né?

Pois bem, o Brasil possui indiscustivelmente a fama de país do futebol e todo mundo sabe disso. Há copas, olimpíadas, outras copas, amistosos, jogos na PQP, campeonatos estaduais, regionais, de várzea, e há até o time lá de São Gabriel, que aliás segundo meu pai não anda muito bem das pernas - no sentido figurado.
Ontem, em meio aos inflames torcedores tricolores, foguetes, preces, reuniões (não-dançantes) para assistir a partida, eis que venho até meu computador.
No horário do jogo, final da Libertadores da América - Boca Juniors x Grêmio, aquele frenesi todo, deveriam ter uns 30 contatos online no meu MSN.
Todos (to-dos), apenas com raras exceções, não possuíam ao lado do nome as tais estrelinhas (*) e boquinhas (k). Um apelo de boa sorte e fé por parte dos gremistas com estrelinhas; e uma raiva, um desaforo, uma provocação pelo lado dos colorados com boquinhas.

Era uma constelação e uma quantidade de bocas incríveis na minha janela do MSN. Não tive dúvida que o Brasil (in) felizmente é o país do futebol mesmo, e pelo jeito o RS, apesar da famigerada idéia separatista, também.

Marketing Viral é uma estratégia de difundir uma marca-idéia-produto utilizando novos meios, entre estes esta aqui tão utilizada Internet. A idéia é que todos nós recebamos essa estratégia, sem querer, quer dizer, que ela nos "afete" sem que procuremos. Deu pra entender? É mais ou menos isso.

Enfim, a história das boquinhas e estrelinhas me pareceu um p*** Marketing Viral. Não houve qualquer desavisado ou mesmo alguém aquém do mundo futebolístico que estava no MSN e não ficou sabendo da história através dos símbolos ao lado dos nicks.

Sim, eu estava entre os que estavam com estrelinhas. Infelizmente não adiantou muito. Não vou entrar no mérito de relevância dessa história. Pois aí o negócio começa a ficar passional demais.

Acabou o jogo.
A vida continuou sem muitas estrelinhas e eu ainda tinha uma prova de Política ás 7.40 do outro dia. :/

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17 Junho 2007


dias de misantropia - Parte II

quando qualquer coisa tanto faz.
quando qualquer conversa não acrescenta.
quando qualquer cerveja não embebeda.
quando qualquer pessoa é qualquer um.
quando qualquer sentimento é vão.
quando qualquer beijo não satisfaz.
quando qualquer hora já é tarde.
e sim, já é bem tarde..

tchau.

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15 Junho 2007


"Chegou um tempo que não se diz mais: meu Deus,
tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
...
Alguns achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer,
chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas sem mistificação. "

Drummond
Trecho de: "Os ombros suportam o mundo "

E do meu tempo eu já nem sei..

Eu realmente não sei administrar meu tempo.
Nunca tenho tempo suficiente, talvez até o tenha, mas ele escapa das minhas mãos cada vez mais rápido.
Preciso de muito tempo para mim, mas também tenho tempo demais só comigo.

Uma Elisa precisa de tempos melhores.


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12 Junho 2007


"love is in the air, every sight and every sound "

Sabem.. eu ia escrever um post sobre o Dia dos Namorados.
Sobre toda essa coisa de "Love is in the air, everywhere i look around"..

Ia discorrer sobre tudo de bonito e profundamente amoroso que está em: compre HOJE um celular e dê outro para seu amor, compre um perfume e de outro igual, um carro, uma roupa, um sapato, um KY que esquenta, tudo isso HOJE! Porque hoje é dia dos namorados..

Pensei também em escrever mais ou menos como o Joel falou:
- Dia dos Namorados. Mais uma data inventada pelas empresas de cartões que só serve para fazer com que a gente se sinta uma merda.

Pois é, eu ia escrever mais ou menos sobre isso. Mas se o Jim Carrey diz isso num filme Cult, é legal. Se eu escrevo, é recalque.

Então vou me recolher, e nem vou dizer nada.
Se até a Rede Super faz promoção de Dia dos Namorados (que oferece abóbora, carne e açúcar (???)), quem sou eu para me manifestar sobre toda a (ir) relevância amorosa de tal data.

Feliz Dia dos Namorados para todos!

:*

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11 Junho 2007


Crise - e mais e mais café!



Estamos quase no meio de junho!!

No início da faculdade eu queria trabalhar com fotografia - aliadas a um aprendizado gráfico.. Muitas parafernálias e livros me acompanhavam, eu queria muito isso. Mas depois vi que a preguiça venceu o meu talento, e desisti. Rumei para outros lados. Os semestres passaram, passaram, eu fui criando gostos por outras coisas.

Há pouco tempo eu desisti de trabalhar com Moda. Até há exato um ano atrás era, com toda a certeza, isso que eu queria. Já lia bastante a respeito, já achava que tinha uma opinião formada - a qual continuo tendo- sobre toda a identidade cultural que a Moda produz.
Tinha várias pós-graduações em mente e uma certeza do destino ideal.

Hoje, eu já não tenho certeza do que quero, mas sei o que não quero.
Alguns obstáculos me fizeram ver o que não queria.
Ainda outros me balizam a ver o que realmente fazer agora.

Fiz hoje essa retrospectiva na cabeça e resolvi escrever. É muita coisa me atucanando as idéias, daí eu preciso escrever para esvaziar um pouco.
Deve ser culpa da Monografia. Acordei louquíssima com isso.
E eu não sei se a tendência é piorar ou melhorar.

Aiai..Ajuda Jesus!!


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04 Junho 2007


FATO


"...Ah, mas como eu desejaria lançar ao menos numa alma alguma coisa de veneno, de desassossego e de inquietação. Isso consolar-me-ia um pouco da nulidade de ação em que vivo. Perverter seria o fim da minha vida. Mas vibra alguma alma com as minhas palavras? Ouve-as alguém que não só eu?.."

Livro do desassossego - pg 96

Sem mais considerações no momento.
O que teria eu a dizer, Pessoa já disse tudo.

É fato.


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01 Junho 2007




Santa Cruz do Sul, 30 . maio . 2007


Estou num café, e não tem mais ninguém aqui - coisa rara de acontecer, em Santa Maria os cafés estão sempre cheios de pessoas fumegantes e que gritam além do raio de suas conversas - escrevo na minha agenda e escuto algumas músicas de sempre no mp3.

Não sei o que há, mas lá do balcão, a atendente me olha com olhos desconfiados - pela cara, ela não parece muito feliz em estar trabalhando aqui, ou deve tá com frio. Devo estar com cara de mafiosa, meliante, traficante, ou algo desse tipo, por que ela me olharia desconfiada? Quando cheguei aqui pedi um cappuccino e uma caneta. Ela deve ter estranhado muito. Vá que eu fosse discípula do Macgyver e fizesse uma arma de destruição em massa com um caneta e um café.

Ás vezes as pessoas nos olham com uns olhares muito estranhos - eu hein!? Mal sabe ela que eu a olho mais desconfiada ainda. São 11.45 e eu tenho que esperar até o ônibus das 13.15 pra ir embora - acho que vou pedir outro cappuccino, ou um café, com chantilly ou sem?

Chega um senhor no café, senta na mesa ao lado e fica a fazer cruzadas, lá pelas tantas ele diz: tá sozinha? Eu tirei o fone e olhei pra ele com uma cara meio "hein?" - ele não falou mais nada. Acho que não era comigo, ele dava gargalhadas sozinho, vá que fosse uma amiga imaginária. Vai saber.

Eu sim começo a ter medo dessas pessoas, mas pelo menos já são 12.20 agora. Vou embora.
Espaços públicos são deveras freak as vezes.


Le tigre - Hot Topic

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28 Maio 2007


Where's the sunshine?


Será que os fortes podem sucumbir as vezes? Se a resposta é sim, os pseudo-fortes então.. Podem sucumbir sempre.
Tem dias que estes próprios, parecem ter planejado amanhecerem dias ruins. Cinza-sem cor, triste-sem graça, desânimo total.
Nem sempre claro, há dias em que a primeira coisa que escuto é Good Day Sunshine, e isso é sinal de felicidade garantida, essa é minha música para dias felizes, de cantarolar e pensar que o mundo é desimportante para estragar meu humor.
Há dias em que não escuto nada, levanto e fico no silêncio e se possível, ainda na penumbra. Hoje foi um dia desses, e ele transcorreu quase que totalmente assim.
Tava cinza e sem graça, apesar do céu estar bem azul e muitas graciosidades estarem a minha volta.
Às vezes, tento me convencer que desânimo é para os fracos, e que eu não sou isso - pelo menos não deveria ser, ilusão de uma pseudo-forte.

Acordei e "liguei" kings of Leon, tomei café e estudei pra minha monografia - tirando o café, coisas deveras atípicas.

Os dias andam particularmente mais cinzas que o normal.
Por favor, eu preciso ouvir Good Day Sunshine amanhã.

Kings of Leon - True Love Way
(amanheci com essa música na cabeça.. vai entender)

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23 Maio 2007


Gritos de uma leiga

Elisa.. aquela que sempre - diga-se sempre, desde que minha memória lembra - disse em alto e bom tom (e foi alvo de pedras por isso) que futebol é uma droga de ópio, de ilusão para o povo, uma tática de pão e circo da pior espécie e etc...
Viu-se hoje, e há alguns dias, gritando e pulando na frente de uma TV, analisando a odisséia de 22 jogadores em campo.
Sempre disse, e continuo dizendo, que qualquer fanatismo é desvencilhar-se do mundo. Uma ignorância a qual faz as pessoas se apegar em alguma coisa para parecerem mais felizes - entreter-se deixa as pessoas felizes. Tudo bem, eu adoro entretenimentos, mas o fascínio que o futebol exerce é (ainda) algo incompreensível para mim.

Pois bem, mordi a língua e provei do próprio veneno, - eis eu uma leiga total e completa de assuntos futebolísticos - estive fissurada na TV por muitos minutos. Até saí sorrateiramente da aula de Sociologia para isso e ainda gritei ao final do jogo da vez.

É, os tempos estão mudados, e eu caí na armadilha e nem me reconheço.
Devo estar mais mudada ainda.
Ou então, precisando de um pouco de circo na vida.

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13 Maio 2007


dias de misantropia

na eterna busca de encontrar algo realmente bom.
na eterna preguiça de buscar isso na realidade.
eis um resumo disso:
uma auto-anulação despreocupada para com o resto.

há quem acredite em mudanças, eu não.

Livro do Desassossego - dias de leitura de Fernando Pessoa.

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06 Maio 2007



Desconfianças a parte..

Eu não sei se já disse, mas eu tenho um pé e meio atrás com Edukators.
Olho desconfiando o tempo todo dele, das intenções, dos atores, das demagogias e de tudo mais. Só não desconfio das músicas, porque essas sim valem muito a pena - Placebo, Franz, Nada Surf, Depeche, etc..
Também não desconfio do ator (Stipe Erceg) que perde a namorada para o galãzinho Daniel Brühl. Não desconfio porque ele é lindo e faz papel de revolucionário alienado, e isso vejamos, não é digno de se duvidar.
Não obstante, com todas as minhas desconfianças com Edukators do início ao fim, ele não deixa de ser um filme bom, que habita o meu hall de filmes bons.

Após diálogos infinitamente construídos para tornar o filme cult-político, como por exemplo: Você sabia que na Ásia milhares de pessoas trabalham 13 horas como você e ganham só 30 euros?

O filme também mostra um caráter incoerente, e na minha opinião muito mais real, quando o rapaz-mocinho-revolucionário-mor diz:
Precisamos ir na cidade fazer compras, o café e o vinho acabaram...
Ao som de Jeff Buckley - Hallelujah - tão despropositada aí quanto em Shrek.

E viva a revolução - contraditória, sim senhor.


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29 Abril 2007


Onde estariam as canções de amor?

Há algum tempo eu penso sobre a defasagem de músicas românticas na atualidade. Românticas verdadeiramente falando e não vulgarmente. Romântico de amor mesmo e não como algumas dessas coisas atuais, melosas, escandalosas e penosas de se ouvir.
Como todo mundo, eu tenho a minha lista de músicas românticas preferidas, dessas que a gente não escuta só por estar apaixonado - pois se fosse por esse motivo há quem não escutasse nunca.

Minhas músicas românticas:
(sem nenhuma ordem específica)

Love me Tender - Elvis - De doer o coração.
Let's Stay Together - Al Green - Se um dia eu casar, é essa música que vai tocar no casamento.
Exagerado - Cazuza - Último rock de qualidade e romântico no Brasil.
Como é grande meu amor por você - Roberto Carlos - Romantismo atemporal.
Oh! Darling - Beatles - Beatles sempre, mas essa é a minha romântica.
Always on my mind - Elvis - Romântica triste.."tell me that your sweet love hasn't died"
Please, please, please - The Who - Linda, romântica para um dia de sol!
A Quai - Yann Tiersen - Romantismo pessoal, de origem cinematográfica.
Love me please, love me - Michel Polnareff - Romantismo sessentista e em francês - Só para os perdidamente apaixonados.
Se Enamora - Balão Mágico - Porque as crianças também amam :)


Juntei todo meu arsenal romântico nessa listinha pequena aí - com apenas uma música atual - talvez preenchida com alguns clichês, mas tudo bem, romantismo já é clichê mesmo.
Normalmente não há quem concorde com meus gostos, mas mesmo que música romântica seja uma questão extremamente pessoal, convenhamos essa é uma bela lista.
Talvez um dia eu grave um CD e coloque na capa - Love Songs by Elisa :D
Será que faria sucesso por aí ou pelo menos agradaria a quem eu destinasse ele?

:*


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